sexta-feira, abril 30, 2010

.. do meu poder de confiar e ilusionar.


É por isso que sou assim.
Um mito de não saber explicar.
É por isso que eu sou assim. Tento desvendar as mentiras e porque as pessoas tem este poder estúpido de persuasão. De encantar. De mentir.
Sou tão faminta quanto todas essas bocas de mendigos às traças, às trevas, às ruas.
Sou tão puro amor que me falta ódio. Me falta a fala. Me falta o ar.
Sou tão eu que mal posso ser um teatro. Mal posso ser atriz de um personagem cuja escritora tem meu nome. Tem minha idade. Tem minha cor. Tem meu eu.
Continuo na coragem, continuo firmando os pés no chão. Não sei até quando.
Não sei quanto eu agüento. Ser esta espécie estranha de sinceridade. Quero ser o bem. Quero ser a fé de alguém. Quero que acreditem.
Tenho medo que as pessoas percam o desejo de acreditar na delicia das palavras doces. De que sua pele é macia, mas que é macia de verdade. De que a companhia faz realmente bem. Que soe a verdade como um som de notas cítricas e macias.
Voar por onde quer que seja, sem destino, mas a confiança... Ah! A confiança a segurar tão firme as minhas mãos. Os pés no chão.
Fingir de gostar. Ranger os dentes. Balançar as pernas. E não agüentar mais estar ali.
Não, ah não! Quero coisas verdadeiras. Lugares desagradáveis com conversas bacanas. Buteco em fim de noite com sorriso de quem acabou de chegar. Assunto atropelando assunto como quem tem muito a falar. Ouvido pedindo mais como quer muito mais a escutar o que quer que seja que venha, mas que venha, e venha de você.
Musica brega no karaokê com somente eu e você para ouvir.
Ah, eu quero é emoção a flor da pele. O amanhã como se fosse ontem, e o depois de amanhã como se o ontem não existisse, e como se cada dia fosse vivido de cada vez.
Essa emoção não quero denominar de ilusão. Quero denominar como mais um dia. Como um dia feliz de um sorriso simples e sincero meu e seu, seu e meu. E que o meu seja nosso. Compartilhando o único momento que não vai existir amanha.
Quero que o amanhã seja único. E a sede de esperar pelo único amanhã me faz pensar hoje tanto nele que mal pude viver. Mal pude ver a lua cheia cobrir o céu.
Mas hoje eu fui sincera. Hoje joguei meus medos pela janela. Desengasguei mais uma vez um parágrafo parado e esquecido. Misticamente mentiroso. De um cheiro de invenção de falsas verdades.
Mas até os infelizes descartáveis me serve de lição de um ontem cujo não tenho sede. Que não há existência. Assim como o amanhã! Tão esperado!
Mas há uma possibilidade tão maior de perfeição do que o ontem pensando no hoje.

3 comentários:

Geraldo de Barros disse...

Paula, puxa vida, o que te escrevi outro dia sobre o efeito que sinto quando leio a obra do Caio, senti agora no seu, muito bom, intenso, adorei ;)

beijo grande
Geraldo.

Geraldo de Barros disse...

me desculpe escrever aqui novamente, mas não tenho outro espaço hehe, olha achei lindo o seu comentário e tinha que de alguma forma te falar, adorei suas palavras sensíveis "para um grande coração, pouco de amor que seja, basta", nossa lindo mesmo, tem um poema meu que vai nesse sentido:

uma alma
quando profunda
basta o raso pra se afogar

Se cuida e fique bem,
Beijoo

camila souza. disse...

dayana terminou comigo "/
rlx quando der aparece !