quinta-feira, janeiro 21, 2010

Uma carta para o (meu, e nosso) futuro.


Bom, já nem sei mais como devo te chamar. Pois esta carta que lhe escrevo hoje, só chegará amanhã. Quando tudo, e mais um pouco há de vir. Quando os acontecimentos acontecerem. Quando o sol se por pelo menos mais um tempo.
Como vai ai no futuro? Estamos juntos? Não? Porque?
Ah me diga que estamos juntos! Construímos essa família dos meus sonhos de menina?
Ah, não me assuste, não me diga que casou com outra mulher. Não me convença de que eu amo outro homem.
Que fim deu todo aquele meu esforço para cursar uma boa faculdade?
Conte-me do dia em que recebeu seu diploma! Quem estava por perto para te aplaudir?
Meus olhos que já não enxergam como antigamente, marejado, já consegue sentir a emoção de te ver por perto.
Diga-me da vida!
Ensina-me muita coisa de hoje, como havia me ensinado muito do hoje de antigamente.
Como esta seu cabelo, você usa barba ou não? Sua barriga já esta gordinha? Porque... Eu imaginava que ficaria!
Os teus amigos são os mesmos?
Diga-me de mim!
O que pensa sobre essa rel que aqui sobrou?
No futuro antes distante, mas hoje presente, as coisas podem estar tão diferentes.
E eu já não sei se dele tenho medo.
Mas hoje, depois de tanto tempo, acho que posso te contar um segredo:
Esperei por muito tempo todo esse tempo. O tempo de hoje, o tempo em que eu espero estar feliz.
Ah! Idealizei tanto minha vida, e quis tanto que você participasse dela até o fim.
Já nem sei se posso te escutar bem. Já nem sei se a minha memória me falha.
Já nem sei quanto tempo se passou!
Espero que você respeite a minha intromissão na sua vida.
Mas também espero que aceite esse meu estranho amor.
Pois transcende a vida, a morte, a alma e o corpo.
Eu nem sei em que lado do mundo estou agora. Mas a certeza me cerca, e a única que me resta, é a de levar você na memória.
Acredita que estava ouvindo Djavan? Ele veio a cantar aos meus ouvidos que:
“... Mesmo por toda riqueza dos sheiks árabes. Não te esquecerei um dia, nem um dia, espero que com a força do pensamento, recriar a luz que me trará você, e tudo nascerá mais belo...”

11 comentários:

jefhcardoso disse...

Você segue a Liberdade. Isso é algo revelador. Quero lhe convidar a conhecer o meu blog. Vai que você goste. Não sei.
Convido assim, sem oferecer nada além do convite, na cara dura, sem prometer nada.
Vai que você gosta de quem é direto. Não sei.

http://jefhcardoso.blogspot.com Abraço!

Larissa disse...

Não é melhor nada saber do futuro? Não saber de como seremos daqui alguns anos?
Viva a vida e deixe as coisas virem por si mesmas, sem nenhum empurrão. Viva intensamente :)
Um beijo.

ticoético disse...

Nossa,que interessante esta carta,foi linda,é linda,será linda,hehehe,também acho às vezes que é melhor não saber,mas preferiria saber,enfim,belo texto.
abraço !

- gabs, disse...

A-M-O Djavan! Simplesmente amo!

Sabe, hoje estou me vendo em quase todos os posts de amor em que venho lendo oO
estranho, mas também sonho que um certo alguém entre na minha vida novamente, só que lá pra frente, qndo estivermos mais maduros, mais crescidos e prontos para dividirmos a vida um com o outro.
Tu escreves tão bem *-* Adorei.

Vitinhobinho disse...

Parece que acabei de ter um Déjà vu lendo essa carta . Nossa!

cecilia disse...

O futuro é incerto mas se eu pudesse saber acho que gostaria muito disso,mas é algo tão complexo que tentaria mudar algo,faria as coisas acontecerem de próposito e não naturalmente,acho melhor não saber o futuro.

Carta super interessante,gostei mesmo!
Beijo

Helena disse...

Uma história passa inteira poe essas letras...
Cartas são sempre especiais... E quando escritas assim, pelo coração, mais ainda...

Um beijo!

Daniela Filipini disse...

Que texto mais intenso! *-*

HSLO disse...

É a primeira vez que passo por aqui e confesso que gostei muito. Voltarei outras vezes. Vou te linkar em meu blog.


abraços
em tua alma.


Hugo

Fernanda disse...

Amei o texto,que o futuro diga sim e realize tudo o que você o perguntou=)

A Moni. disse...

Ah, Paula... essas nossas lembranças que são capazes de prever hoje o que ainda estaremos a sentir amanhã. É tudo tão inteiro e infinito, que trancende os dias, desconhece que o futuro é incógnita, desrespeita as ordens e se mantém, firme.
Até quando?

Adorei a carta. Partilho muito dessas sensações...

Beijos!