sexta-feira, abril 03, 2009

Esta ali trancado no seu vazio pessoal.
Dominando sua inércia ele vive!
Vive enclaustrado, no seu antes.
Seu durante não passa nunca.
Porque morre por dentro o seu após.
Ele esconde seus versos no rodapé do seu quarto.
Ele escreve na parede tudo que sonhou, e jamais vai ter.
Corre e compra o que destrói.
E no chão (ainda) consome o que te corroí.
Vicioso contratempo contra o tempo.
Ele toma seu veneno letal.
Sua corrente nasal é impulsionada a não sentir seu odor.
Sua pele manchada, e suas mãos amarelas.
Os olhos vermelhos e o álcool na língua.
Curou seu medo dentro do seu quarto.
Colocou seu corpo em decomposição.
Morreu, sem saber viver;
Comprou uma bíblia, tentando achar a solução!
Finas sedas. Muitos finos.E cinco anos depois...
Aceleração baixa.Mal pode se lembrar das memórias infantis.
Comeu seu cérebro, arrancou seu nariz.
Furou seu pulmão, e fritou seus rins.

Caixão preto de pvc, indigente, 25 anos.Sem lapide e sem historia.

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